N√£o gosto de quem se faz de santa, de prestativa, de sol√≠cita, de legal. N√£o gosto de quem fala miando, se finge de sonsa, faz caras e bocas. N√£o gosto de gente artificial, que tem duas caras, dois jeitos, dois comportamentos. Sou a favor da transpar√™ncia, de gente de verdade, sem retoques, sem artif√≠cios. Tenho pavor de mulher fingida. Que se finge de morta, mas no fundo rebola o tempo todo, faz cara de atriz porn√ī pra ser notada e depois diz que ah-√©-meu-jeito-sou-assim. Tenho pavor de mulher que se insinua o tempo inteiro e depois diz n√£o-entendo-porque-todo-mundo-olha-pra-mim. Pavor.
Clarissa Corrêa  (via autografia)

(Source: segredou)

 Sou uma pessoa viciada em solidão, ficar sozinho não é algo que em apavore pelo contrario,até agradeço quando tenho a pequena imensidão da minha casa ao meu dispor, eu tomo café, leio os mesmos livros, ouço as mesmas musicas e sempre acabo pensando nas mesmas coisas, nas mesmas pessoas.. Ao contrario da maioria nunca precisei de silencio para ler, para pensar, para criar, posso fazer uma redação sobre a primavera árabe no meio de uma obra, que o barulho não ira me afetar em nada, mas para organizar o coração, a mente e a alma, a solidão é minha ajudante mais dedicada.
    
¬† ¬† ¬† E nesses √ļltimos dias ela tem me tra√≠do, tem me dito que ate ela que passa o tempo inteiro sozinha quer uma companhia para dividir o silencio, para trazer novos livros, novas musicas, preparar mais caf√©, e ser a nova pessoa dos velhos pensamentos. E acho que ela tem raz√£o, a solid√£o as vezes pode ser imensa demais, fria demais, solit√°ria demais. Quem sabe n√£o esteja na hora de encontrar uma solid√£o que queira fazer companhia para a minha.

¬† ¬† ¬† ¬† “Tr√™s, dois , um ….. e os fogos iluminam o c√©u, o champagne borbulha, e os olhos automaticamente se fecham, e alma sonha, pede, agradece, sorri e chora. A esses breves segundos, que doces segundos, o calend√°rio acaba, e inicia-se um novo, um ano todinho novo em folha come√ßa, e com eles nossas promessa ganham mais for√ßa, e metas novas ser√£o tra√ßadas.

¬† ¬† ¬† ¬† Como √© bom podermos acreditar que alguns breves segundos possam renovar nossas for√ßas, mas a “virada” √© um dia como todos os outros ele tem 24h, anoitece igual e o primeiro dia novo inicia-se igual, talvez ainda estejamos b√™bados, e com a nossa roupa branca de promessas n√£o t√£o branca assim e com nossa dignidade ainda tropega, mas com o √Ęnimo de que temos um ano inteirinho para que possamos fazer diferente, fazermos mais, amarmos mais, sonharmos mais, viver mais, acreditar mais. √ą acreditar, √© disso que estamos carente de crer, de ter f√©, de confiar, crer que podemos mais, que somos capazes, ter f√© no desconhecido, ter f√© que a humanidade ainda tem salva√ß√£o e que procriara ainda vale pena, confiar no novo amanhecer, confiar que ap√≥s os dias nublados o sol vai brilhar novamente, confiar que amar sempre vale a pena, confiar que podemos ser felizes.

¬† ¬† ¬† ¬†Ent√£o quando a contagem regressiva come√ßar, quero fechar os olhos e desejar que possamos amar, acreditar e sonhar com a inoc√™ncia de uma crian√ßa, se o ano que passou n√£o foi o esperado, se as metas anotadas na primeira folha da agenda amarelaram e n√£o foram cumpridas, se seu cora√ß√£o foi partidos em muitos peda√ßos, deixe que eles caiam assim como as ultima folha do calend√°rio, temos um ano todo para escrever mais metas, e consertarmos o cora√ß√£o, temos 365 dias para acreditarmos que no final do ano que vem vai ser diferente. E qual seria a gra√ßa se n√£o tiv√©ssemos essa chance de acreditar no novo de novo ?

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